quinta-feira, 8 de outubro de 2020

Mesmo com queda de 1,7% de safra baiana em 2019, feijão cresceu 38,7% em período

A produção agrícola baiana chegou a R$ 19,3 bilhões em 2019. Os dados são da Pesquisa Agrícola Municipal (PAM) do IBGE analisada e divulgada pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI) nesta quinta-feira (8). Em relação a 2018, a produção teve queda de 1,7%. O produto que mais rendeu ao agronegócio do estado foi o algodão que teve safra recorde de 1,5 milhão de toneladas em 332 mil hectares. 

Já a produção de grãos (cereais, oleaginosas e leguminosas) em 2019 foi prejudicada pela irregularidade de chuvas no início do plantio da safra – o chamado “veranico”. Segundo a pesquisa, isso afetou, principalmente, os desempenhos das lavouras de soja e milho 1ª safra da região Oeste. Com isso, o volume de grãos produzidos alcançou em torno de 8,4 milhões de toneladas, uma queda de 12,4% ante a safra de 2018, que foi de 9,6 milhões de toneladas, recorde na série histórica da pesquisa.

Outros produtos também tiveram alta. O feijão cresceu 38,7% em relação à safra anterior, totalizando 179,6 mil toneladas numa área plantada de 465 mil ha. A produção estimada de mandioca correspondeu a 648,4 mil toneladas, crescimento de 6,2% em relação à safra passada. A banana ficou em 828,2 mil toneladas (alta de 0,4%); a uva observou alta (18,9%) com 71,9 mil ton., assim como o mamão (390 mil ton., alta de 15,7%) e a manga (442,2 mil ton., alta de 16,9%). Produto cultivado no Sul e Sudoeste baiano, o cacau teve estabilidade. Foram 113 mil toneladas em 2019. O café teve baixa. Encerrou o ciclo estimado em 180,2 mil ton. (queda de 27,5%), sendo o arábica projetado em 71,7 mil ton. e o canéfora, em 108,4 mil toneladas.

A pesquisa também confirmou os municípios baianos da região da Bacia do Rio Grande como os maiores produtores. São Desidério gerou o maior valor de produção no período (R$ 3,1 bilhões contra 3,6 bilhões em 2018), seguido por Formosa do Rio Preto (R$ 2,1 bilhões), Barreiras (R$ 1,3 bilhão), Correntina (R$ 1,1 bilhão) e Luís Eduardo Magalhães (R$ 1,1 bilhão). Formosa do Rio Preto e São Desidério responderam por 48,% do valor da produção de soja e por 53,6% do algodão no estado.